– de mega produção a clipes simples: a evolução dos clipes musicais –
A música é uma linguagem sensorial. Você a escuta, mas é fundamental sentir, se envolver com ela. Quantos mais sentidos forem despertados, melhor. Daí a importância de haver o clipe musical… Ele cria uma linguagem visual, a qual complementa a linguagem sonora.

Os clipes musicais sofrem influência da própria concepção do mercado musical. Como se produz e se consome música. Logo, natural que não se produza, hoje, clipes como se produzia na década de 80 e 90.
Os clipes hoje são, em geral, mais dinâmicos e objetivos. O “recado” é dado rapidamente. Alguns, apelam pro freak, estranho, engraçado. Em outros, o apelo está associado à sexualidade. Até uma coreografia simples pode estar associada a adesão à música…

Diretores famosos chegaram a filmar clipes, como foi o caso de Spike Lee, no clip They don’t care about us, de Michael Jackson. O próprio Michael Jackson fez outros tantos clipes que mais pareciam filmes. Thriller, Smooth Criminal, Billie Jean, Black and White. Os clipes ajudavam na divulgação da música; então, a concepção era de quanto mais dispendioso, melhor.
Também ajudava na divulgação da música a revelação das cifras gastas na produção do clipe. Sim, ostentação pura! Canais de TV foram criados e se destinavam a transmitir o conteúdo de clipes musicais.
Assim como Michael Jackson, Madonna, Prince, George Michael, entre outros, também lançaram clipes que fizeram muito sucesso…
Michael Jackson:
Madonna:
Prince:
George Michael:
Hoje, as grandes produções cederam espaço para as grandes ideias. Clipes que, aparentemente, não custaram uma fortuna. Mas são divertidos, dinâmicos e veiculam uma ideia inteligente e instigante.

Portanto, mais importante que a quantia gasta no vídeo, vale o interesse que o vídeo promoveu: os views e os likes. Nesta ideia mais recente, de concepção de clipes, temos a Banda OK Go, em Here it goes again. O vídeo traz uma curiosa e engenhosa coreografia em esteiras. É simples e muito divertido.
Ainda na esteira minimalista, temos Lonely Boys, do The Black Keys.





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