Considerando que a maior parte das empresas demitiu e ainda demite funcionários, considerando que os sinais de recuperação da economia ainda são muito sutis e quase inexpressivos, indaga-se se o melhor momento para se cogitar realizar uma festa em ambiente de crise.
É muito íntimo o desejo de se fazer uma celebração. Não existe certo ou errado, adequado ou inadequado. Basta haver interesse e recurso financeiro disponível.
A crise não atinge a todos, da mesma forma. Algumas pessoas sofrem seus efeitos de uma forma mais intensa. Isto se dá em razão de sua vulnerabilidade econômica.
A vulnerabilidade se configura por muitos aspectos: ausência de reserva financeira; alto custo de vida e sem margem para baixá-lo; atividade econômica exercida ter sido muito atingida pela crise; atividade exercida não ser flexível.
O ideal é que a atividade econômica seja flexível: com um comportamento diferente em cada momento social: para os tempos de bonança e para os momentos de crise. A atividade não flexível sofre com mais intensidade os efeitos da crise, haja vista que não se adequa à realidade do momento presente.
Um exemplo bastante emblemático de ausência de flexibilidade é com relação aos grandes Espaços de Eventos. Salões que costumavam abrigar festas para mais de 1000 pessoas. Estes espaços costumavam realizar festas vultosas.
Alguns destes Espaços não foram capazes de se adequar para realizar festas menores. Não eram moldáveis. A crise tornou imprescindível que os Eventos passassem a ser menores – tanto os corporativos, quanto os sociais. Isto, fez com que estes Espaços deixassem de fazer os eventos que costumavam fazer.
Esta realidade, claro, provocou uma enorme crise financeira neste segmento, a qual redundou em necessidade de fechar o estabelecimento e encerrar suas atividades. Diversos espaços com estas características tiveram suas atividades encerradas. Este exemplo atesta a imprescindibilidade de a atividade econômica ser flexível.
Portanto, a crise é, evidentemente, séria, intensa, mas atinge cada um de uma maneira e com uma determinada intensidade. Não há, portanto, motivo para se condenar a priori a realização de uma festa particular.
Ademais, em um ambiente como o atual em que o pessimismo é intenso e crescente, festejar pode vir a ser o meio, por meio do qual, pinceladas de otimismo e felicidade serão despejadas neste ambiente pessimista e triste. Festejar, além de ser possível, é necessário.





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