– filme, que concorre ao Oscar, debate a surdez –
O filme o som do silêncio foi indicado para seis categorias do Oscar de 2021. Faturou o Oscar de melhor som. Entretanto, não é sobre a sua performance na premiação que iremos tratar aqui. Mas sim, da franca relação entre este filme e o som, a música.
O filme o som do silêncio, de Darius Marder, disponível na Amazon Primer, inova a relação entre o cinema e o som. O mergulho sensorial é absolutamente surpreendente.
No filme, Ruben é um usuário de heroína, em reabilitação, e é baterista de heavy metal. Entretanto, ele perde a audição e vai para um retiro de viciados e surdos, para aprender a língua dos sinais e compreender como lidar com a dupla nova condição, que está a viver.
É extremamente importante que, na narrativa de um filme, seja possível entender todos os seus tópicos e propósitos, contidos na trama. Haver um bom enredo e roteiro é fundamental. Além, é claro, de boas interpretações. Mas o som do silêncio vai muito além. Há, no filme, um grande mergulho sensorial.
Em termos de storytelling, a narrativa realizada, a forma como o enfoque na audição é posto, confere um mergulho na trama que surpreende muito. O expectador vive psíquica e fisicamente o drama narrado.

Para promover este mergulho na trama, o caminho escolhido foi bastante musical. O som abafado, presente no filme, faz com que se entenda que está acontecendo alguma coisa, mas ainda sem definição. Dinâmica, justamente, vivida pela personagem. E também o som grave, ocupa um espaço, atordoa e faz com que, de fato, seja possível sentir a dor e angústia da personagem.
O som, as sonoridades associadas, são parte essencial do enredo construído neste filme.





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