Para nós, brasileiros, ocidentais, ano novo é o evento que ocorre em primeiro de janeiro. Mas esta não é uma realidade global e absoluta. É válida para países que adotam o calendário cristão, gregoriano.
Em mais de uma dezena de países – mais especificamente, em todas as nações que não utilizam o chamado calendário gregoriano, baseado no movimento do Sol – temos o ano novo em outras datas. O calendário gregoriano tem como marco inicial o nascimento de Jesus e é adotado pelo Brasil e pela maioria das nações ocidentais.
Mas na China, por exemplo, o que vale é uma contagem baseada nos ciclos da lua, introduzida no ano 2637 a.C. pelo imperador Huang-ti, com anos de 363 dias. Neste ano, os chineses comemoram a passagem para o ano 4702, no dia 09 de fevereiro.
Já em países do Oriente Médio como Arábia Saudita e Iêmen, a marcação mais usada é o calendário islâmico, que começa em 622 d.C. Foi nesse ano que ocorreu a Hégira, episódio em que Maomé, fundador do islamismo, fugiu da cidade de Meca para Medina. Pelo calendário islâmico, cada ano tem 354 ou 355 dias. No dia 10 de fevereiro, celebra-se o primeiro dia do ano de 1426.
Das nações islâmicas, as únicas exceções são Irã e Afeganistão, que usam um calendário parecido com o islâmico, mas com anos de 365 dias. Para iranianos e afegãos, a virada para o ano 1384 acontece no dia 21 de março.
Ainda no Oriente Médio, os judeus de Israel saudarão o ano novo de 5766 apenas no dia 4 de outubro. O calendário judaico tem anos de 353 a 355 dias e começa em 3761 a.C., que para os judeus é o ano de criação do Universo.
Por último, vale lembrar que na Índia os hindus também têm um calendário religioso, em que o ano corrente é 1926.





Leave A Comment