A música é a expressão de uma ideia. Qualquer ideia. E ao intérprete, cabe fazer uma leitura emotiva do cenário musical representado. Cada intérprete projeta suas emoções, convicções e experiências de vida nas músicas. Por isso, a cada nova interpretação, temos um novo conjunto de sensações.
Tudo ganha um colorido especial quando estamos analisando as diferentes versões musicais. É muito comum mudar a leitura que se faz de uma música, apenas porque o intérprete é outro e, por isso, mudou o jeito de cantar e, às vezes, de sentir aquela emoção. A voz, o timbre, a intensidade, a forma de interpretar a música. Tudo interfere no seu apreço ou não pela música.
Faremos, aqui, uma breve seleção de versões. São versões atuais e outras mais antigas. O grande barato é ouvir as diferentes interpretações de uma mesma canção. Isto ajuda a perceber as nuances das músicas e, quem sabe, desfrutar de novas sensações.
O clássico de Nina Simone, Feeling Good, ganhou interpretações bastante distintas. A intérprete original faz uma abordagem jazzística, declamando a letra.
Já a pequena Carly Rose Sonenclar fez uma interpretação mais associada ao Blues, ao interpretar a canção no Programa X – Factor EUA, surpreendendo todos os jurados, inclusive os mais críticos. Apesar da pouca idade, a interpretação é tocante, como se pode conferir no vídeo:
Seguindo as distintas versões desta música, temos a da banda Muse, que faz uma versão Rock and Roll, repleta de nuances entre o hardcore e o tétrico, vale a pena conferir a versão:
Por fim, não podemos deixar de citar a versão de Michael Bublé desta canção. O cantor vem se notabilizando por revitalizar o estilo Fox Trot. Não necessariamente, o cantor faz uma nova leitura, na maioria das vezes dá um novo colorido, mas se mantem fiel à ideia original.
Uma outra música que ganhou versões interessantes foi o clássico da banda Queen, Somebody To Love. Não é uma tarefa fácil cantar o que Freddy Mercury cantou. O talento magistral do cantor cria um paradigma alto. A comparação crítica costuma afastar os intérpretes da empreitada de criar uma nova versão.
É inevitável comparar e julgar qual prefere. Mas é libertador entender que há mais de uma maneira de fazer uma leitura musical. E que, muitas vezes, a nossa preferência está associada à dificuldade que temos de ver e aceitar o novo, algo simplesmente diferente.
O talentoso cantor George Michael aceitou a empreitada de cantar esta música, no concerto de Tributo. Comparações são inevitáveis mas ele não pareceu se importar.
Seguindo a nossa análise das versões musicais, temos Get Lucky de Daft Punk, na sua versão original.
Temos a versão que o compositor Nile Rodgers apresentou com Chic, no North Sea Jazz 2014.
Mencionamos, também, a versão punk desta música, feita pela banda Halestorm.
Outro Cover interessante, uma versão bastante fiel ao original, foi a de Avril Lavigne da música Fuel do Metallica.
Esta música ganhou uma interpretação interessante, principalmente porque não é uma música que se espera ser cantada por uma mulher. Mas a pequena cantora nos surpreende cantando muito bem e elevando a música. Avril Lavigne cantou com sua banda esta música, no show da MTV. Os integrantes do Metallica estavam na plateia e se envolveram com a interpretação.
Além do desafio que a música proporcionou, ter os autores da música e os intérpretes originais não deve ter facilitado a vida de Avril.
Uma outra versão desta mesma música foi a realizada por Bluegrass, uma vertente country do sucesso de Metallica.
Seguindo a nossa análise, uma outra música que ganhou versões bastante interessantes foi o sucesso Rock with you, de Michael Jackson.
A banda paulistana Moonwalkers, que está em nosso casting de artistas, fez uma versão bastante interessante desta música. A versão é musicalmente rica. Respeita as nuances originais, mas traz novos elementos. Isto sem contar que a gaita traz um colorido especial:
Outra versão desta música que merece registro é a de Social Samba Fino. O encontro é musicalmente rico. A versão é diferente e tocante.
O clássico do Pink Floyd, Another Brick In The Wall, ganhou diversas versões, mas aqui registramos duas:
A versão dub (the dub side of the moon), em que a banda gravou versões em reggae/dub de todo o CD original.
Também registramos a versão da orquestra árabe:
O assunto é interessante, há inúmeras versões fantásticas que mereceriam o registro aqui, mas é fisicamente impossível fazer uma compilação exaustiva.
Encerrando a nossa compilação, temos o versátil e talentoso Bruno Mars que fez um pout pourri, ao vivo, incluindo: Michael Jackson, Nirvana e White Stripes.





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