Um case de sucesso no mercado de beleza para as mulheres negras
Por anos a fio, o mercado estético de beleza – que envolve a maquiagem e os cosméticos – negligenciou, em absoluto, a mulher negra.
Aparentemente, o mercado ignorou a possibilidade de a mulher negra ser uma consumidora em potencial. Diversos fatores – incluindo evidentemente o preconceito – explicam isto.

Mas o fato é que os inúmeros itens de maquiagem funcionam melhor, ou funcionam quase que exclusivamente, ainda hoje, para a pele branca.
Como se só as mulheres brancas pretendessem se maquiar. O preconceito contido nesta premissa é evidente. Mais recentemente este cenário começou a mudar, surgindo um forte segmento neste ramo de atividade, que favorece e enaltece a beleza negra.
Na esteira desta tendência, um grande case de sucesso é o Instituto Beleza Natural, criado pela carioca Heloísa Assis. O instituto foi instalado no Harlem, em New York.

Heloísa Assis, criadora do Instituto de Beleza Natural.
Heloísa começou a vida como empregada doméstica aos nove anos. Aos 21 anos, passou a trabalhar em um salão de beleza, com o dor conta disto, Zica foi parar na lista das 10 mulheres de negócios mais poderosas do Brasil, segundo a revista americana Forbes.
À parte do relato deste empreendimento de sucesso, o fato é que o segmento da beleza negra é promissor e carece de investimentos vultosos.
É fundamental tratar a beleza negra de acordo com as suas especificidades. Sem que haja necessidade de improvisos e adaptações. Usar algo que foi, realmente, pensado e produzido para aquela finalidade. Esta é uma demanda que este segmento exige. Desejo de aprender a lidar com o próprio cabelo. Em 1993, abriu um pequeno negócio que cresceu até que se tornou o Instituto de Beleza Natural.

Um exemplo bastante rasteiro: a maquiagem. Tanto a mulher branca, quanto a negra se maqueiam. Mas evidentemente o que funciona pra uma não é o que funciona pra outra. Só recentemente a indústria de cosmética passou a produzir maquiagens específicas para este segmento: uma base que dê cobertura, mas uniformize a pele, dentro da sua tonalidade, sem esbranquiçar ou acinzentar. Um blush que dê contraste à pele.
Na prática, o que se deve afirmar é que o mercado da beleza (negra e branca) não deve reiterar preconceitos.
E o verdadeiro propósito de haver um dia da consciência negra é, efetivamente, refletirmos sobre as incontáveis situações que refletem preconceitos.





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