– protesto dos jogadores de basquete norte americano contra o racismo –
A luta contra o preconceito racial requer consciência e disposição. Não se combate o racismo com uma ação única e isolada. É um esforço contínuo e deve ser exercido por quem o sofre, mas também pelas pessoas que estão ao redor. Empatia aqui é fundamental.
Quando George Floyd foi assassinado por policiais – em um incontestável abuso policial – a partir disto, um levante mundial aconteceu contra o racismo. Ou seja, a morte de Floyd foi gatilho para a necessária e pertinente discussão sobre o preconceito racial, em todo o mundo.

Isto é muito positivo, haver estas manifestações que transcendem a localidade em que ocorreu o fato.
A morte de George Floyd provocou, em todo mundo, o questionamento sobre as espécies de racismo. O racismo institucionalizado, o racismo estrutural.
Agora, um novo episódio de violência policial, marcantemente racista, contra Jacob Blake, de 29 anos – uma pessoa preta, que foi baleada várias vezes, nas costas, diante de seus filhos – ocorrida em Wisconsin, EUA, reacende o debate e as manifestações contra ações racistas.
Em resposta à esta última manifestação racista, os jogadores da NBA fizeram uma ação que chama muito a atenção, por sua carga simbólica.

Os jogadores da principal liga de basquete do mundo, jogadores que são considerados há décadas os melhores do mundo, colocaram de lado a relevância esportiva do momento.
Os jogadores, de seis equipes da NBA, realizaram um protesto e decidiram não entrar em quadra, em 26 de agosto de 2020, pelos playoffs. As partidas foram adiadas. Faixas de protesto foram colocadas nas arquibancadas dos ginásios.

Os times que lideraram a manifestação, foram: Milwaukee Bucks, Orlando Magic, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Los Angeles Lakers e Portland Trail Blazers.
Pessoas famosas, que chamam a atenção de uma grande parte da população, precisam se engajar neste tipo de debate. Não dá pra ficar quieto e passivo. Quem silencia, compactua com o racismo. Faz com que ele persista existindo e gerando novas vítimas. É preciso agir, não é tolerável a omissão.
Uma mobilização real, pertinente. Somente com ações deste porte, com continuidade e persistência, haveremos de mudar este cenário deprimente de racismo e segregação racial.





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