Em países como Estados Unidos, México e boa parte da Europa, o dia para celebrar o amor e a amizade é 14 de fevereiro, conhecido como Valentine’s Day ou o “dia mais romântico do ano”.
De acordo com as lendas populares, a comemoração teve início há muitos séculos, ainda na Roma antiga. O imperador da época, Claudius II, proibiu os casamentos pois acreditava que as responsabilidades familiares atrapalhavam o desempenho e comprometimento dos homens com o Exército.
Indignado com a decisão, um bispo chamado Valentinus passou a realizar casamentos escondidos. Ao ser descoberto, Valentinus foi preso e condenado à morte. Durante seu tempo na cadeia, ele apaixonou-se pela filha do carcereiro e quando chegou o dia de cumprir sua sentença (14 de fevereiro), Valentinus enviou uma carta de amor à moça, assinando como “do seu Valentim”. Mais de dois séculos depois, no ano de 496, o papa Gelásio I decidiu canonizar Valentinus e assim foi instituído oficialmente o Dia de São Valentim.
O Dia dos Namorados no Brasil
Por aqui, a celebração do dia dos apaixonados é muito mais recente. No final da década de 40, os varejistas começaram a notar que junho era sempre o mês mais fraco em vendas, justamente pela ausência de uma data comemorativa. Em 1948, a rede de lojas Exposição Clipper contratou o publicitário João Dória (pai do atual prefeito de São Paulo) para reverter as baixas vendas do meio do ano.
Inspirado pelo sucesso do Dia das Mães, Dória optou por criar outra data comemorativa, onde as pessoas pudessem trocar presentes e aquecer o comércio. Aproveitando o Dia de Santo Antônio (13 de junho), ele criou o Dia dos Namorados na véspera do dia do Santo casamenteiro.
Com slogans como “Não é só com beijos que se prova o amor” e “Não se esqueçam: amor com amor se paga”, a campanha foi eleita a melhor do ano pela Associação Paulista de Propaganda à época. No ano seguinte, várias outras cidades brasileiras aderiram à data, até que finalmente tornou-se uma comemoração nacional.
Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio brasileiro, perdendo somente para o Natal e Dia das Mães. Em 2016, apesar da forte crise na economia, a data rendeu R$ 1,6 bilhão somente em vendas online.





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