Dia Internacional da Mulher
O interesse em lutar por igualdade de direitos está na gênese da criação do Dia Internacional da Mulher: igualdade em direitos políticos – direito de votar e de ser votada – igualdade em direitos sociais: ter acesso aos mesmos cargos trabalhistas e com a mesma percepção salarial. Ter acesso às Casas Legislativas, com representatividade semelhante aos homens. Os partidos devem apresentar candidatos e candidatas aos cargos concorridos, assim como as Casas devem fomentar tal pluralidade.
A rigor, o dia da mulher celebra ações que tem o propósito de estabelecer a igualdade. Reconhecer que há diferenças não diminui este propósito, apenas exige adaptações e concessões.
Enfim, a igualdade deve garantir que a mulher não seja inferiorizada apenas por ser mulher. Evidente que há diferenças de habilidades e aptidões, mas a mulher não poderia ser inferiorizada apenas por ser mulher.
Recentemente houve uma reformulação no discurso feminista. Não há, propriamente, novas reivindicações e nem se argumenta de forma diferente. Há, apenas a criação de um novo termo: o empoderamento feminino. Empoderar significa dar poder. Em décadas passadas, quando se inaugurou o discurso feminista e se fez as primeiras grandes reivindicações, houve alguma confusão com o significado do movimento: o foco não era, exatamente, a igualdade entre os gêneros. Mas a grandiosidade do ser feminino.
Hoje, o empoderamento realiza a correção disto, na medida em que prega, essencialmente, a igualdade de concepção, tratamento e oportunidades.
Ainda se verifica, em nossa sociedade, um amplo campo de discriminação indevida quanto ao gênero. Isto se evidencia, com maior amplitude, na diferença salarial existente entre homens e mulheres, ocupantes de mesmos cargos.
Assim sendo, celebrar este dia é tentar provocar a reflexão sobre estas inconsistências e, desta forma, tentar diminuir o espaço de atuação desta discriminação indevida.





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